Paraná aprova novos pisos salariais estaduais para 2026 e mantém maior mínimo regional do país

Valor máximo chega a R$ 2.407,90, mais de 48% acima do salário mínimo nacional

Redação Litorânea
Foto: Felipe Henschel/AEN

O Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda do Paraná (CETER) aprovou os novos valores do piso salarial estadual que estarão em vigor entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2026. A última faixa foi fixada em R$ 2.407,90, enquanto o salário mínimo nacional é de R$ 1.621, reforçando a posição do Paraná como o estado com o maior piso regional do Brasil. A medida representa mais um avanço na política de valorização do trabalho e na proteção da renda dos trabalhadores paranaenses.

Os valores foram definidos por grupos ocupacionais. O Grupo I, que engloba trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca, terá piso de R$ 2.105,34. O Grupo II, formado por trabalhadores dos serviços administrativos, comércio, reparação e manutenção, passa a receber R$ 2.181,63. Já o Grupo III, voltado à produção de bens e serviços industriais, foi fixado em R$ 2.250,04. O Grupo IV, que contempla técnicos de nível médio, alcança o maior valor, com piso de R$ 2.407,90.

Os novos pisos se aplicam às categorias que não possuem salário definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho. A definição seguiu critérios técnicos previstos em lei, levando em conta índices oficiais como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo IBGE, além da política nacional do salário mínimo e das especificidades de cada segmento do mercado de trabalho.

O texto aprovado segue agora para publicação no Diário Oficial do Estado e servirá de base para a elaboração da minuta de decreto que será encaminhada à Casa Civil. A Resolução nº 632/2026 também prevê que, caso o salário mínimo nacional sofra alteração ao longo de 2026, o CETER poderá reavaliar os valores do piso estadual, garantindo atualização conforme os critérios legais.

O secretário de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo, destacou que a aprovação é resultado do diálogo entre governo, trabalhadores e empregadores. Segundo ele, a política de valorização do piso estadual está alinhada às ações de qualificação profissional e geração de emprego, fortalecendo a economia e ampliando oportunidades no Paraná. Já o presidente do CETER, Luiz Roberto Romano, ressaltou a maturidade institucional do Conselho e o compromisso das bancadas envolvidas em construir decisões baseadas em dados, responsabilidade social e consenso.

Compartilhe este Artigo