Com um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 1,99 bilhão, o Paraná é o maior produtor nacional de pescados cultivados, com a tilápia sendo a principal espécie criada. O Estado ocupa a liderança na produção, seguido pelo Ceará (R$ 1,97 bilhão) e Rio Grande do Norte (R$ 888 milhões).
No entanto, o verão quente impõe desafios aos piscicultores, principalmente na região de Toledo, um dos maiores centros de piscicultura do Paraná. O manejo inadequado, aliado às altas temperaturas, pode comprometer o desenvolvimento dos peixes, com risco de mortalidade.
Especialistas alertam para a importância de monitorar a temperatura (ideal entre 24ºC e 30ºC) e o oxigênio nos viveiros. A superlotação nos tanques e a temperatura que ultrapassa os 30ºC exigem cuidados extras. Além disso, é fundamental ajustar a alimentação dos peixes conforme a temperatura e os níveis de oxigênio, evitando excessos que possam prejudicar a qualidade da água.
A manutenção constante de aeradores e o controle de parâmetros como pH, amônia e nitrito são essenciais para garantir a saúde dos peixes e a produtividade. O aumento da profundidade dos tanques e o ajuste nos viveiros têm se mostrado soluções eficientes para melhorar as condições de criação.
