A publicação de um vídeo nas redes sociais, em que uma suposta influenciadora de Guaratuba, faz piada envolvendo o Transtorno do Espectro Autista (TEA), provocou revolta e tristeza entre famílias de pessoas autistas.
No conteúdo, um cordão de identificação, símbolo de segurança e acolhimento foi tratado de forma cômica, entregue ao marido em meio a risadas e exposição pública, atitude considerada sem lógica, sem nexo e totalmente despropositada.
A mãe Bruna Corrêa, que tem um filho com TEA, usou suas redes sociais para manifestar repúdio e conscientizar a população. Segundo ela, o vídeo causou profunda dor não apenas em sua família, mas em muitas outras que convivem diariamente com os desafios do autismo. Bruna reforça que o TEA é uma deficiência reconhecida por lei e que está longe de ser motivo de brincadeira.
No relato, a mãe destaca que famílias de pessoas autistas enfrentam preconceito, julgamentos, exclusões e a constante luta por direitos básicos, inclusão escolar, social e profissional. O cordão de identificação, segundo ela, não é um adereço ou acessório cômico, mas uma ferramenta essencial que representa dignidade, respeito e proteção, especialmente em situações de crise ou sobrecarga sensorial.
Bruna também chama atenção para a responsabilidade de quem tem alcance nas redes sociais. Para ela, banalizar uma deficiência reforça estigmas, legitima o preconceito e invalida a dor de milhares de famílias. O desabafo, segundo a mãe, não nasce do ódio, mas do cansaço de sempre precisar explicar, justificar e pedir empatia.
“O autismo não é meme, não é piada e não é conteúdo para engajamento”, resume. A mensagem final é um apelo por reflexão, respeito e informação. Tratar o autismo como brincadeira é discriminação e machuca uma comunidade inteira que luta diariamente por acolhimento, dignidade e inclusão. Inclusão, reforça Bruna, começa com empatia e responsabilidade.
