A crise no abastecimento de água em Guaratuba atingiu níveis críticos e agora ganha desdobramentos criminais. O Ministério Público do Paraná abriu procedimento para apurar a responsabilidade dos gestores da Sanepar, após denúncias sobre a persistência do desabastecimento.
A iniciativa foi motivada por denúncia do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), liderado pelo presidente Dr. Nathan Macedo, que apontou omissão e negligência da companhia. Segundo Macedo, “a população está desprotegida, bairros seguem sem água e os investimentos milionários em obras contrastam com o completo descaso no fornecimento do serviço mais básico”.
Apesar de a Sanepar afirmar que opera com “capacidade máxima”, adotando medidas emergenciais como redução de pressão e uso de caminhões-pipa, moradores relatam que a água continua ausente em diversos bairros. A situação evidencia falhas graves na gestão do serviço, que deveriam ter sido solucionadas diante do aumento da demanda causado pelo turismo.
O procedimento criminal do Ministério Público tem o objetivo de identificar possíveis responsabilidades, negligências ou condutas que possam configurar infrações legais por parte dos gestores da companhia. Enquanto isso, a população de Guaratuba permanece à mercê de um problema que afeta diretamente a rotina, a higiene e os serviços essenciais, em um momento em que a cidade também recebe destaque por investimentos em obras milionárias de infraestrutura.
Fonte: Portal da Cidade Guaratuba
